Passeio de Natal 2014

Passeio de Natal 2014

O local de encontro escolhido para o nosso passeio de Natal deste ano foi o majestoso Convento de Mafra cuja construção decorreu entre 1730 e 1735 a mando de D. João V, fazendo uso das abundantes remessas de ouro vindas do Brasil.
O mesmo Convento de Mafra que acolheu D. Manuel II na sua última noite passada em Portugal antes de partir para o exilio no Brasil, na sequência da implantação da República, e que ainda hoje é o maior edifício do nosso país.

Depois de uns dias de tempo incerto que deixavam antever algumas dificuldades e desafios, a previsão dos meteorologistas não falhou e o dia acordou ideal para a prática do todo-o-terreno turístico, com chuva que haveria de se tornar em lama.

Cumpridas as formalidades e o briefing de segurança, a caravana apressou-se a iniciar o percurso previsto, já que a chuva fina e persistente não convidava a grandes conversas ao ar livre.

Nada mais sair de Mafra, começaram os primeiros “atascanços” para quem não tinha os pneus mais adequados ao terreno escorregadio e enlameado. Curiosamente, os velhinhos Séries iam vencendo os diversos obstáculos com surpreendente à vontade, mostrando porque se tornaram verdadeiras lendas ao longo de mais de trinta anos de história.

De desafio em desafio, a longa caravana ia progredindo por entre lugares e caminhos até então desconhecidos que surpreendiam pelas belas vistas da região saloia, antes da chegada à zona que constituía um dos pontos altos do percurso, com a travessia a vau do rio Lizandro. A entrada era literalmente um mergulho no rio e o trajecto ao longo do curso de água um excelente desafio de condução, com uma dificuldade acrescida para alguns devido à corrente e ao nível da água.

Logo ao sair do rio, a subida para a antiga calçada de pedra revelou-se um novo desafio para máquinas e condutores, com a maioria a progredir sem maiores dificuldades, mas outros houve que tiveram de ser rebocados.
Dali até à praia das Maçãs foi um instante, com os primeiros participantes a poderem apreciar ainda uns tímidos raios de sol antes de seguirem em direção ao local do jantar, previsto para a zona de Colares.

Antes do desejado repasto, havia porém que aprender um pouco de história acerca da Adega e da região do afamado Vinho de Colares. Surpreendente foi saber que logo após o Douro, a região do vinho de Colares é a segunda região demarcada mais antiga do país, apesar de que segundo reza a história, já se produzem vinhos nesta região desde 1255, ano em que o Rei D. Afonso III fez a doação do Reguengo de Colares para que ali fosse produzido vinho.

Foi igualmente fascinante descobrir como se produz este vinho único no panorama nacional, que chega ao consumidor final a preço de “colecionador”, especialmente o tinto elaborado com a famosa casta Ramisco. Este que tem como particularidade o facto de poder ser armazenado durante décadas ao mesmo tempo que vai aprimorando o seu sabor e tom únicos.

Uma palavra de reconhecimento especial ao Sr. Luís Poças, gerente da empresa DCV- Eventos, a cargo de quem esteve a recepção, a prova de vinhos e o delicioso jantar servido num espaço requintado e de beleza centenária como é a Adega de Colares, por ter proporcionado a todos os sócios participantes neste evento um momento para mais tarde recordar, e que fechou com “chave de ouro” o plano de actividades do Clube para este ano.

O plano para 2015 está já definido, e não faltarão eventos inovadores, por isso há que estar atento ao site do Clube em www.clubelandrover.pt para ficar a par de todas as novidades.

DEIXE UM COMENTÁRIO