Dia da Lama (25/1/2025) “visto” pelo Land Rover do Club
Com lama tem outro gosto
A noite tinha sido chuvosa assim como os dias anteriores. Naquela manhã acordei ainda de noite cheio de antecipação pelo que iria ser o dia. Já imaginava o som dos guinchos e as escorregadelas que tanto as máquinas como os homens iriam ter.
E não desapontou.
Como que por encomenda o dia pôs-se de sol com uma temperatura amena.
Era mais um Dia da Lama e não desapontou mesmo. Escasso quilómetro e meio após a partida começaram, na subida para o Forte de São Gonçalo, os problemas quando um Discovery II decidiu deitar-se no combro. Não foi fácil tirar o bicho dali.
Foram precisos dois guinchos e muita calma.
Mas a caravana continuou, subiu, desceu, cruzou eixos e eis senão quando se depara com uma vinha na névoa matinal…. O track indicava que era por ali … só uma ligeira subida. Ó sobes …. Nem um nem dois, nem três. O terreno tinha a nata característica do Oeste … ligeiros centímetros de lama que enchem os pneus e torna a progressão difícil. E assim foi. Muito se sofreu naquela inclinação e muito se aplaudiu até que todos conquistaram a vinha e ficaram com histórias para contar.
Segue caminho, mas o Discovery ainda lá está no início a ser guinchado …
Mais algumas peripécias à frente e chega-se à Serra do Socorro que é sempre interessante…. Tão interessante que o último corta fogo se revela intransponível. Ó sobes … ninguém subiu e ainda bem que existem alternativas. A razão foi simples. Já é difícil seco quanto mais encharcado e depois de 800 metros de subida anterior cheia de lama.
No topo da Serra do Socorro alguns param para o almoço. Não estava muito vento, mas estava frio. O Discovery já tinha, entretanto, chegado.
Refeitos os participantes seguiram por estradões mais ou menos enlameados e muito escorregadios até que, pouco depois do Fernandinho, surgiram mais 500 metros de pista quase intransponível … daquela lama interessante em que as rodas patinam, o carro não avança, mas se empurrares à mão ele vai como patins ….
Ainda bem que existiam canas. Mais esforço e mais uma conquista de todos pois que todos ajudaram. Segue marcha.
Subidos um outeiro. Mais jeito que cavalos era o que era preciso até que já em plena Paio Correia, com a noite já a cair, surgiu o último obstáculo e … mais guinchos. Na verdade, aqui os últimos só a guincho tal era o estado da saída do obstáculo.
Mas tudo se fez com mais ou menos esforço, mas sempre com boa vontade e entre ajuda, características deste passeio que marcou o início da época do CLRP.
O dia acabou à boa mesa do Páteo do Faustino em que o repasto retemperou um dia cheio de emoções.
Tenho de confessar que fui para a casa e dormi bem…






